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ESTÁGIO II:  AUTOCONTROLE E PREPARO PSICOLÓGICO

CAPÍTULO  VIII

FATORES PSICOLÓGICOS DO COMPORTAMENTO DO FUMANTE:

A VONTADE, O PERCEBER E A ATENÇÃO

 

1)  A VONTADE

  O principal fator que determinará o seu sucesso na luta consigo mesmo, será a sua vontade ou o seu desejo.

  O que é a vontade?

  É o desejo que se tem, mais ou menos intenso, no âmago do ser, de ter de satisfazer uma necessidade, seja ela orgânica, cognitiva, social, moral ou espiritual.

  A intensidade deste desejo (vontade) corresponde à intensidade do

pensamento. Ou seja, quanto mais concentrado for o pensamento na direção do objetivo, maior será a força de vontade e quanto mais disperso, menor ela será, transformando-se em ansiedade.

  Portanto, a força de vontade corresponde a um pensamento firme, convicto e determinado numa direção que se lhe imprime.

  A vontade não deve ser fugaz, vacilante, indecisa.  Pois, se assim o for, a decisão de parar de fumar se esvairá.

  É preciso mantê-la viva, consciente, atenta.  É necessário o estudo sério deste trabalho para saber o que estará fazendo e onde irá chegar.

  Ela provém do seu íntimo e, muitas vezes, de uma forma incontrolável, movida pelo ímpeto ou através de ação reflexa, sem pensar.

Como propulsora da ação humana, é a responsável pela sua edificação íntima ou pelas suas dificuldades. Como exemplo específico, o seu vício atual.

  Ela é o mais poderoso recurso que temos para resolver nossas dificuldades e problemas. Especificamente, o deixar de fumar.

  Você deverá conhecê-la e controlá-la, pois, ela o dirigirá para duas situações, seguintes:

1a  situação: será a de levá-lo a fumar;

2a  situação: será a de levá-lo a não fumar.   

É óbvio, não?  Então, como proceder para escolher uma das situações, quando surgir o estímulo para fumar ?

  O segredo está em imprimir a esta força (vontade ou desejo) uma direção no sentido que lhe convém, através de uma dedução lógica que o seu racional (deve  prevalecer sobre o emocional) realizará, movido pelo bem que você quer a si mesmo.

  Pois, então, vejamos:

Primeira situação: Se esta for a sua escolha, é sinal de que você, ainda está sem coragem, sem vontade de lutar contra o vício e de que quer continuar entregue a ele, derrotado até.

  Na época em que eu e outros amigos queríamos parar de fumar, brincávamos:

  ... Eu sou cachorro, sim; rato? sim eu o sou! Mas, me dê uma tragada, um cigarro. E, assim..., fumávamos, brincando um com o outro.

  Era uma situação desmoralizante, mas, era a situação real.

  Por outro lado, inconscientemente, estávamos incutindo-nos a idéia firme de parar de fumar.

  Não é assim mesmo que acontece?

Não se condene e nem se martirize.  Conscientize-se!

Para abandonar o vício, há uma vida pela frente; é uma questão de quando fazê-lo.  Enfrente o problema com racionalidade; reflita sobre o que é  melhor para você;

  Uma coisa é certa: quanto mais tempo passar, mais grave ficará o seu problema e a sua dependência; mais difícil será.

  Pense que, em função das doenças, um dia, o médico lhe obrigará a escolher entre a vida e o cigarro.  Porque esperar pelo sofrimento?  Utilize a sua capacidade de escolha e de reflexão.  Decida-se a parar de fumar.

  Procure conhecer as suas possibilidades através deste método.

  Lembre-se do dado estatístico da OMS (Organização Mundial da Saúde) que informa:  70% dos que deixaram de fumar, o fizeram após inúmeras tentativas.

 

Segunda situação: Se esta for a sua escolha, saiba que será preciso perseverar na conscientização, na conquista do autocontrole e na fé (confiança); porque um semeador responsável, trabalhador, cuidadoso e dedicado sabe que colherá os frutos da semente que planta.

    Assim, lutando contra o vício, a sua libertação será certa; direcione a sua vontade na escolha de decidir-se a parar de fumar.

  É necessário que você assuma o autocontrole dos seus atos através da vigilância, despertando os agentes da atenção e do perceber  sobre o seu comportamento e sobre as coisas que você atribui importância e valor.

  Despertar estes sensores psicológicos é imprescindível, pois, serão eles que irão inibir o ímpeto de fumar.

 

2)   A  ATENÇÃO 

 

  É um estado de alerta do ser para a posterior ação.

  A atenção não é ação.

É um estado íntimo de expectativa, de vigilância para identificar (observar) o momento, que é esperado, para agir.

  Dentre os inumeráveis estímulos perceptíveis originários de forças externas ou internas que o ser recebe, e que interagem com os seus anseios íntimos, observar alguma coisa é escolher, entre todas elas, uma prioritária ou dispensável. Implicitamente, ao escolher uma delas, rejeita-se todas as demais.

  Muitos de nossos desejos, pensamentos, palavras e ações são exteriorizados sem que passem pelo crivo da nossa atenção, da razão, do discernimento e do autocontrole. Percebemos a circunstância, mas não lhe atribuímos a atenção devida.

  Assim é com o vício. Ele nos domina; não o queremos, mas o desejo é mais forte e cedemos.  Afirmamos que iremos parar de fumar, pouco tempo depois, lá estamos, novamente, fumando.

  É assim mesmo, uma batalha constante que é sempre perdida porque a força do pensamento racional (sem direção e controle) é mais fraca que a do vício (vontade imprimida pela dependência orgânica química ou psicológica), que é mais forte.

  Em função disto, é imprescindível adquirir direção e autocontrole das rédeas que conduzem a carruagem da vontade racional, não permitindo que o entusiasmo e o ímpeto conduza os destinos.

Esta direção e autocontrole, decorrerá da sua maior ou menor concentração do pensamento, dominando-o e conduzindo-o para um ponto observado (percepção e atenção dirigida), neste caso, especificamente, o de dominar o vício.

  A trégua ou armistício de paz, que nos referimos, irá possibilitar tempo para construir uma postura mental, no sentido de condicioná-lo a atribuir importância (dar atenção) aos pequenos estímulos que o fazem fumar e a reagir, não cedendo ao vício.

  A partir desta postura, você irá adquirir uma forma diferente de reagir ao impulso que o impele a fumar.

Ao invés de ceder, como o fazia, resistirá tomando a decisão de não fumar, observando no cigarro um produto que não deve ser consumido. Ao mesmo tempo, refletirá sobre o bem que quer a si mesmo e sobre esta nova postura de lutar contra o vício, exigindo de você autocontrole sobre a sua vontade e sacrifícios.

  E, assim, continuamente.

O tempo é inexorável, rígido, é igual para todos, confie nele. A maneira de utilizá-lo é que diferencia umas pessoas das outras.

  As que conseguem resultados desejáveis da vida, são aquelas que utilizam o tempo convenientemente.

  Neste caso, utilizando o tempo com o objetivo a que se propõe, que é o de parar de fumar, tenha a certeza de que você conseguirá o intento.  

Basta que, no decorrer do tempo, você promova a ação necessária.  Não dispense o recurso da sua força de vontade.

As coisas não acontecem por causa do estalar de dedos ou pelo condão de uma varinha mágica.

  O imediatista corre riscos de imprudências e precipitações.

  Utilize a ferramenta da paciência para modificar a sua maneira  habitual de pensar com relação ao vício, adequando-a à nova postura mental.

  Inicie a trégua com o cigarro, assumindo a posição de fumante, porém, com a expectativa de deixar de sê-lo.

  Veja nele um produto qualquer, de consumo, que lhe agrade e, não mais, como um fardo pesado para carregar.

  Neste ínterim, pratique a sua atenção e vontade para não mais fumar os cigarros, cujos estímulos vierem do exterior (Capítulo IX).

  O armistício de paz condicional  estabelecido, tem a finalidade de fortalecer a sua vontade racional de parar de fumar, mediante plano estabelecido. ( Cap. VII )

  Com este procedimento e conforme planejamento adequado, você construirá uma plataforma moral e psicológica, sobre a qual erguerá  o novo ser, livre do vício.  

 

Você construiu o ser fumante, pouco a pouco.

Da mesma forma, construirá o fumante controlado,

para, em seguida, construir o ser livre do vício.

3)   A PERCEPÇÃO

 

       Significa a faculdade ou o ato de perceber.  Perceber quer dizer: conhecer através dos sentidos; abranger com a inteligência; compreender.

  A percepção resulta da interação das sensações que o indivíduo recebe, mediante estímulos a que atribui importância e valor, considerando-se o aspecto das suas  motivações e emoções.

  Ela ocorre no íntimo da pessoa, tanto no campo físico quanto no psicológico, que vê e sente as coisas ao seu redor como que num todo, percebendo-as e atribuindo-lhes relativa atenção, que será priorizada ao escolher o que observar.

Nós percebemos as coisas ao nosso redor através da:

visão: as formas, as figuras, as cores;

audição: distinguimos os sons, as palavras, as melodias; pelo paladar;

olfato e tato: identificamos os sabores das essências, do amargo, doce, salgado, aromas,   fragrâncias, perfumes; a sensibilidade ao frio, calor, do liso, do áspero...;

no psicológico: o cognitivo, a intuição, o pensamento que flui, fazendo-nos aprender e sentir.

  Todos estes fatores, chamam a atenção.

Entretanto, percebendo-se alguma coisa ao derredor, ela será observada quando lhe for atribuída importância, quando se lhe der valor.

Dentre as inumeráveis coisas que nos despertam o interesse, damos prioridade à mais importante para nós.  Este procedimento é o de observar, é o perceber e a atenção imediatamente simultâneos.

A atenção não sendo dirigida à coisa que se percebe, naquele instante, significa que não se lhe atribuiu valor, ou seja, não lhe foi dada importância.

  Assim ocorre, no dia-a-dia, incontáveis vezes: percebe-se inúmeras situações ou coisas que não damos importância e atenção, isto é, não são observadas; como se não tivessem existido, apesar de terem sido sentidas.

  Por exemplo:

  Uma pessoa que está entretida na execução de alguma tarefa:  Ela ouve (percebe) um ruído, mas continua na tarefa.  Ela não procurou observar a causa ou o significado do ruído; foi como que se ele não tivesse acontecido.  Não lhe deu importância, nem atenção, não lhe observou, ignorou o ruído.  Isto acontece porque a pessoa atribuiu maior valor, maior importância, à tarefa do que ao ruído.

  A percepção precede a atenção e ocorrem quase que ao mesmo tempo.  Porém, são simultâneas.

  O valor que se atribui a determinadas coisas faz com que a atenção seja dirigida a elas ou não.  Este valor é subjetivo, ou seja, é relativo ao íntimo de cada um.

  Quanto maior for o grau de satisfação de um produto ao atender uma necessidade, maior será a importância que a pessoa atribuirá a cada unidade deste produto.

  Por exemplo, duas pessoas diante de um prato de comida; uma está com fome e a outra não.  Qual delas desprezará o prato de comida?

  Com certeza será aquela que não está com fome.

  A necessidade do alimento, fará com que o íntimo da pessoa solicite e busque satisfazer esta necessidade, não importando a qualidade ou o tipo do alimento; o que, realmente, importa é satisfazer a necessidade.

  É o valor subjetivo que se atribui à uma coisa.

  Assim ocorre com o cigarro, o fumante tendo de saciar a sua necessidade e sabendo que ele o satisfaz, irrefletidamente, irá fumá-lo.

  Esta forma constante de saciar-se, fará com que, automaticamente, ele fume, sem refletir sobre as conseqüências funestas deste seu ato.

  Ele fumará inconscientemente, sem atribuir importância ou valor; passará a fumá-lo mecanicamente, sem se aperceber do ato que está praticando.

  Veja a importância da atenção; comece a utilizá-la sobre o que o leva a fumar e disponha-se a libertar-se deste vício.

  Procuraremos despertar a sua atenção para isto.

  Certa coisa é importante ou não ?

Atribuir valor às coisas exige autodomínio, consciência, discernimento e vontade.

  Qual a importância que você atribui aos malefícios ou aos benefícios que o cigarro lhe proporciona, ao fumá-lo?

  Quando lhe é oferecido um cigarro, você o aceita conscientemente ou o aceita da forma como do exemplo do ruído?

  Quase sempre, são aceitos num movimento mecânico e condicionado (força do hábito), sem que a vontade tenha sido impelida pela nicotina (influência do vício), mas, somente, pelo estímulo do oferecimento feito pelo outro fumante.

 

É importante você despertar a sua atenção, observar o seu ato de aceitar ou de negar o oferecimento do cigarro.

 

Serão estes cigarros fumados, diariamente, que se procurará não fumar, mediante o autocontrole mental sobre a vontade.

 

Para tanto, a consciência, a ordem e a disciplina é indispensável e conquista-se através de exercícios mentais, direcionando a atenção em dar importância, prioridade, ao objetivo de não fumar mediante esses estímulos.

  De todas as coisas que, instintiva ou racionalmente, você classifica como importantes na sua vida, o parar de fumar deverá ser uma das prioritárias.

  Então, procure preparar-se para isto.

 

  Conscientize-se!   

O que significa conscientizar-se?

Significa ter consciência, perceber, entender e compreender as informações observadas;  significa ter a capacidade de refletir, de medir, de ponderar tanto a superficialidade quanto a essência das coisas;  significa lucidez, despertamento, atenção.

  "A consciência faz nascer, em cada um, a idéia da verdade, fazendo-o sentir a realidade da vida e das conseqüências que os hábitos acarretam". Emmanuel.

  Assim, adquirindo através do estudo deste trabalho, as informações sobre a realidade e as conseqüências do hábito de fumar, pelo método apresentado, você conseguirá despertar para a importância em decidir-se a não fumar mais.

  Perceba que o ato de fumar é consciente; mas a causa que o levou a fumar, muitas vezes, é inconsciente (reler sobre a percepção); fuma-se sem se aperceber, sem compreender o porquê, o significado, a importância, os malefícios ou os benefícios de tal ato; simplesmente, fuma-se.

  A estrutura psicológica é constituída pelo inconsciente, pré consciente e consciente.  Cada um destes ambientes psicológicos possui arquivos de lembranças arquivadas, disponíveis e presentes, respectivamente.

  Quando nos defrontamos com alguma situação indesejável, "jogamos" a lembrança destes sentimentos, para aqueles ambientes psicológicos, onde ficarão reprimidos.  As conseqüências destas emoções reprimidas, serão de medo, de frustração, de rancor, de mágoa, de insegurança, decepções..., que serão exteriorizados através de sentimentos, comportamentos e hábitos, no presente, que serão considerados sintomas não desejáveis.

  Haverá relativa resistência psicológica para lembrar-se destes acontecimentos, porque, se recordados, causarão constrangimento íntimo.

  Estes sentimentos reprimidos são causadores de ações, de sintomas e de comportamentos não desejáveis, porque incomodam.  Para corrigi-los e modificá-los, devem ser substituídos por outros mais aprazíveis. Para tanto, é necessário liberar estas emoções reprimidas, a fim de que sejam identificadas e relacionadas como causas dos acontecimentos que se queira modificar.

  Ao relembrar-se das circunstâncias ou dos motivos que originaram estes sentimentos reprimidos, que foram constrangedores, deve-se, no presente, mediante nova visão dos acontecimentos, reavaliar-se a importância ou não de tais eventos.

  Relembrando o que passou, submetendo ao crivo da análise, mediante os novos valores do presente, ajudaremos a eliminar, de dentro de nós,  estes sentimentos contidos, aliviando, o coração, sede simbólica dos sentimentos e das emoções.

  Esta análise nos dará a capacidade de interpretar as emoções e os comportamentos do presente, que têm como motivos de ser, os acontecimentos do passado, que hoje, provavelmente, não têm mais nenhuma importância.

  Desta forma, nos perguntamos:  Porquê continuar a agir de tal maneira se a causa já não é mais importante, já não é mais necessária?

  É o que acontece com o hábito de fumar.  O fumante sabe que para parar de fumar, deverá passar por momentos, relativamente, difíceis; porém, toleráveis.  Sabe que é mais fácil continuar fumando do que tentar largar do vício; a sua tendência será a de continuar como está.  Isto demonstra que ele não quer enfrentar o problema, e se acomoda. 

Esta situação é motivo de repressão psicológica das emoções.  O fumante nem pensa que fuma, não quer saber, porque tem medo e o medo faz com que se afaste de pensar e de se tratar.

 

Ele deve enfrentar conscientemente o problema a fim de liberar estas emoções.

 

      Então, porquê continuar a fumar?   Os motivos que o conduziram a este hábito suicida e que eram importantes na ocasião, hoje o são?  Que idade ele tinha?  Qual o seu esclarecimento ou condição social, na época ?

  Talvez, no decorrer da sua adolescência e juventude, as motivações, que o levaram a este vício, eram muito importantes, os exemplos dos familiares e do meio social apresentaram-lhe modelos equivocados de ser, ...

  Isto ocorreu há muitos anos atrás: há cinco, dez, quinze, trinta ?  Quantas lembranças de acontecimentos ocorridos há tanto tempo, arquivados na mente e que alimentam sentimentos destrutivos de mágoa, de ressentimentos, culpa, ilusões, temores, falsas esperanças...?  É preciso refletir, meditar sobre estes assuntos.

  Hoje, no presente, nesta data, com a idade que tem, passados tantos anos, já tendo conquistado relativa maturidade e compreensão, ultrapassando a barreira do "eu" para ver-se e observar-se, reavaliando os motivos reprimidos que transporta consigo como herança psicológica, pergunta-se: Será que são tão importantes e significativos como eram?

  Retornando, especificamente, ao tabagismo: Será que tais motivos que o levaram a fumar, hoje são significativos ?  Então, porquê continua a fumar ?  Será que é preciso e benéfico continuar a fazê-lo?  O que é fumar?  É engolir fumaça, ingerir gás carbônico, queimar dinheiro? 

  Perceba a aquisição de consciência que está apreendendo ao elaborar estas reflexões.  Esta luz que você estará lançando sobre os arquivos "mortos" da sua mente, lhe permitirá retirar a "ferrugem" do tesouro das suas recordações, renovando-as.

  É por isto que se diz que a felicidade e a paz estão dentro de nós mesmos; que são virtudes que deverão ser construídas por cada um de nós.  É preciso boa vontade para renovar-se e transformar-se intimamente.

Este é o esforço maior a ser solicitado, o mais difícil de ser realizado, porque você terá de erradicar, de extrair lá de dentro, todas estas emoções, sentimentos, conceitos e padrões, a fim de transformá-los em "benéfica, aprazível e construtiva herança psicológica e genética".

 

Renovar vem do Latim renovare, que significa tornar novo; recomeçar; modificar para melhor, substituir por cousa nova; revigorar.

 

Transformar vem do Latim transformare, que significa tornar diferente, dar nova forma, mudar, alterar, converter.

 

  No que concerne ao vício do cigarro, esta consciência adquirida será a propulsora da sua vontade para erradicar este mau hábito.  Para tanto, deverá programar-se conforme os estudos, as informações e o Método Paulatino deste trabalho.

  A consciência de saber as conseqüências que o vício lhe acarreta, será o móvel para empreender todos os esforços a fim de erradicá-lo de sua vida, sabendo que nada, exterior a você, poderá fazer isto por você.

  Os recursos que traz consigo serão os seus únicos meios que poderá utilizar.  Portanto, não se entregue a ilusões de facilidades que a mídia propaga para você parar de fumar.  São produtos que somente poderão auxiliar, nada mais.

  Após a sua tomada de decisão, a questão que surge é:

Como fazer para parar de fumar ?

  O primeiro estágio deu-lhe consciência, ampliando a sua visão sobre o vício; sabe que a sua dependência é química e psicológica.

  Não adianta somente ter a vontade de parar de fumar, é necessário criar pré condições íntimas para isto, a fim de que você saiba como reagir diante dos estímulos que o levam a fumar.

  Estas pré condições serão aprendidas no segundo estágio que lhe dará o preparo psicológico e o autocontrole para combater esta dependência, após o que, no terceiro estágio, aplicará o método que culminará com a sua tomada de decisão final. 

  É muito importante que você, leitor, tenha compreendido os capítulos anteriores, pois serão os fundamentos psicológicos e intelectuais, com os quais aplicará os assuntos e os procedimentos que serão estudados.

 

Portanto, estude!  É preciso aprender a parar de fumar.

 

CAPÍTULO IX

 

MÉTODO PAULATINO POR AUTOCONTROLE MENTAL - MEPAM

 

1)  PLANEJAMENTO

 

  Você, como fumante, não deve violentar o seu organismo deixando-o, abruptamente, sem as substâncias que, há anos, vem consumindo, através do hábito de fumar, que fez com que se tornasse um dependente, um viciado.

Pelo processo inverso, você irá, gradual e paulatinamente, erradicar o hábito condicionado mental, psicológico e mecânico, que adquiriu por meio dos inumeráveis movimentos repetitivos de fumar ao mesmo tempo em que reduzirá a taxa de nicotina, até a sua erradicação. (ler Cap.VI).

A forma gradual e paulatina de adquirir autocontrole sobre o uso do cigarro e de repor a nicotina no organismo, é o método deste trabalho.

  Estabelece-se um período dividido em fases, nas quais o organismo irá expelindo as substâncias tóxicas, ao mesmo tempo em que o mau hábito psicológico de fumar irá se desfazendo, através de uma nova postura mental. (reler o Cap. VII)  

   Para iniciar este método, deve ser apurada a quantidade de cigarros, fumada diariamente, que se poderá diminuir.  Ela não deve ser aleatória e, sim, corresponder a alguma situação possível de ser aplicada.  Então, pergunta-se:

Qual a quantidade de cigarros, fumada diariamente, que deve ser reduzida, a fim de que o fumante suporte os sintomas da abstinência à nicotina ?

  Resposta: por dedução, sabemos que a quantidade fumada corresponde aos cigarros fumados pela dependência da nicotina, mais os fumados pelo impulso dos agentes indutivos externos, que nada tem a ver com a dependência química e tudo a ver com o condicionamento psicológico da pessoa, em fumar. Portanto,

 

Quantidade fumada  =  cigarros fumados (por causa da dependência pela nicotina + por causa dos agentes indutores externos).

 

  A quantidade a ser reduzida será a correspondente aos cigarros que são fumados por causa dos agentes indutores externos.

  A quantidade a ser fumada será a correspondente aos impulsos provocados pela nicotina, mais os que fugir do controle. 

Desta forma, a quantidade a ser reduzida não será aleatória; ela corresponderá ao esforço que o fumante fará para resistir aos estímulos externos.

Por isto, existe a necessidade da reeducação dos hábitos e de adquirir nova postura mental diante dos impulsos que levam a pessoa a fumar.

  Ela deverá estar, sempre, com a sua percepção e atenção voltadas para seus novos objetivos:

·     primeiro objetivo será o de conseguir autocontrole sobre a sua vontade de fumar, escolhendo este  momento, quando for estimulado pela dependência da nicotina. Ele será reconhecido pela ansiedade, incômoda, que o seu organismo apresentará.

·     o segundo objetivo será o de não fumar, quando o estímulo for de agentes indutores externos.     Este momento será reconhecido pela sua própria capacidade de discernimento.

 

Para eliminar a dependência psicológica, basta estar atento.

 

Por exemplo:

  Um "amigo" lhe oferece um cigarro ou o acende na sua frente.

  Isto será um estímulo externo, que nada tem a ver com a nicotina agindo no seu organismo.

  Ao invés de aceitar o cigarro oferecido ou acender o seu, controle-se; comece a pensar nos seus objetivos, na sua nova postura mental; raciocine, contenha-se, reflita sobre os dois objetivos acima e decida-se, resolva-se:

  Negue o cigarro. Não fume!

  Respire, profundamente, para oxigenar o organismo; faça alongamento nos braços e no tronco; beba água e ocupe o pensamento com uma oração.

  Outros exemplos:

   1) Após o café, não fume!

  Tome o café pelo prazer de toma-lo, pois, quase todos o utilizam, assim como, balas, bebidas, picantes..., para estimular a vontade de fumar. Nada tendo a ver, portanto, com a dependência química pela nicotina.

   2) Diante de situações estressantes, não fume!

   Utilize o recurso da respiração para conter-se e não o do cigarro.

 

RECURSO DA RESPIRAÇÃO:

  Inspire devagar, profundamente, solte todo o ar; por duas vezes; na terceira vez, segure um pouco o ar, mentalize o oxigênio percorrendo todo o organismo, revitalizando as células, principalmente, as células cerebrais. Em seguida, solte todo o ar, mentalizando sair com ele toda a sua apreensão, cansaço, temores... . Novamente, inspire devagar e expire; procure ficar calmo e sereno. Pense em Jesus e faça uma oração.

  Você irá sentir-se muito melhor do que se tivesse acendido um cigarro.

3) Diante de expectativas e de temores: utilize os recursos da oração, da confiança, do trabalho, da esperança e, sempre, o da respiração, como no exemplo 2.

  São oportunidades para exercitar o seu autodomínio. 

  4) Em reuniões sociais: Não se envolva pelo clima ambiente; fique com a sua atenção voltada à nova postura mental, muito discretamente.

  Não se preocupe em querer agradar aos outros, com atitudes que você pensa que eles esperam de você.

  Seja autêntico, independente, simples, livre e respeitoso!

  Esta sua resolução em erradicar o vício o transformará numa pessoa mais fortalecida e lúcida. Então, com humildade, demonstre no meio social o seu amadurecimento com a aquisição do autocontrole emocional.

  Não divulgue, à toa, que está parando de fumar.  Esta atitude o enfraquecerá.  Seja discreto, por si só, as resoluções em negar o cigarro, será o seu sutil aviso.

  Nas situações exemplificadas, se você pegar o cigarro, não o fume; segure-o em suas mãos, sem acendê-lo; sinta o seu cheiro por repetidas vezes; olhe para ele e diga-lhe que não irá fumá-lo.  Guarde-o, novamente, no maço.

  Domine-o!

  Beba muito líquido, não beba alcoólicos e não substitua o cigarro por balas ou doces, pois, isto provocará um aumento no consumo de calorias.

 

 

 

 

2)   FASES CRÍTICAS

 

  O organismo levará de oito a dez anos para expelir, totalmente, as substâncias que o contaminaram. No decorrer deste tempo, você passará por períodos críticos que serão momentos em que ele reclamará a falta dessas substâncias, impelindo-o a fumar (são os bichinhos lutando para retornarem).   

A sua força de vontade, o seu autocontrole e o seu discernimento, serão as únicas armas com as quais você poderá contar para vencê-los, auxiliado por uma alimentação rica em vitamina C, muita água e exercícios físicos.  Além disto, solicite a ajuda de um familiar ou amigo para que, nestes momentos, seja rigoroso com você, no sentido de fazê-lo resistir à vontade de fumar.

  Veja os benefícios imediatos, recebidos por aquele que para de fumar, à página 12.    

Fique atento!  Nestes momentos, os "bichinhos" estarão querendo voltar, não permita, vença-os!

  Você estará, realmente, livre, após essas crises.

  Elas irão acontecer no decorrer do primeiro, do terceiro ou do quinto ano. Sendo relativas a cada fumante, não podemos precisar, exatamente, os períodos em que acontecerão. Mas, elas ocorrerão, não há dúvidas! 

  Serão momentos de curta duração, nos quais você deverá observar o que terá a perder ou a ganhar retornando ao vício.   Evite a desculpa do "só um...".

  Será o início da sua derrota para o vício, pois, este "unzinho só" irá se transformar em outros e, assim, sucessivamente, um após o outro.

  Resista! Este momento passará rapidamente.

Basta observar os inúmeros casos dos que retornaram ao vício;

pessoas que, após anos sem fumar, de repente, recomeçaram.

  Quando recomeçam, torna-se mais difícil a luta, pois, em breve espaço de tempo estarão fumando a quantidade de cigarros que, normalmente, fumavam.

Resista!  A sua persistência deverá ser constante e contínua.

   Fortalecemos os fatores psicológicos da atenção, do perceber e da vontade autocontrolados com a finalidade de ensinar a observar os sintomas e as dificuldades que enfrentarão, para utilizarem os recursos da paciência e da perseverança, sabendo esperar reagindo adequadamente, pois, além da esperança, terão a certeza de que alcançarão o objetivo final, mediante o seu próprio esforço.

     A liberdade a ser conquistada, por si mesmo, sem auxílios de medicamentos ou de quaisquer outros artifícios desnecessários, exigirá de você muita força de vontade na obstinação, consciência, discernimento e controle para vencer.

  Porém, se por um desespero incontrolável, você fumar o primeiro cigarro, não se condene e nem desanime.  Fume-o com prazer, sem culpa ou desânimo. (retorne ao procedimento das páginas 17 e 53).       

Em seguida, recomece com o seu objetivo, pois, esta queda o deixará mais fortalecido para seguir adiante, porque após ter fumado, você aliviou a ansiedade, provocada pela ausência da nicotina, ficando menos aflito e mais consciente para recomeçar.

O que se consegue na vida sem quedas, esforços e recomeço?

  O importante é recomeçar, sempre!

  Portanto, lembre-se de que na construção de qualquer edifício, sempre haverá quedas, erros ou enganos que serão reparados e corrigidos, continuando a obra através do suor do rosto de cada um.

 

Lembre-se do Sol:  após a escuridão da noite, na manhã seguinte, volta a brilhar sua luz de vida.  Assim, também, somos nós.  O segredo do progresso, por ser incessante, em todos os aspectos da vida, está em recomeçar, sempre.  

  Você deverá estudar e exercitar a sua mente na nova postura mental, adequada ao objetivo desta obra.

  Reuniões periódicas serão adequadas para esses estudos.  Constitua um pequeno grupo de fumantes com o mesmo objetivo de parar de fumar. Promovam reuniões com o intuito de se disciplinarem e de formarem uma equipe para 'jogar' contra o vício.

2)    DAS REUNIÕES

  O objetivo maior destas reuniões será o de propiciar aos seus participantes condições de adquirirem o conhecimento necessário, através do estudo e diálogos, a fim de que possam eliminar o hábito ou condicionamento, mental e psicológico, construído pelo hábito de fumar; além de manter a decisão tomada de parar de fumar.

  O costume antigo de fumar deverá ser substituído por um novo comportamento, proveniente do despertar da sua atenção, da sua percepção e da sua observação, conscientizando-o, sobre os malefícios que causa a si mesmo, aos que ama e ao meio ambiente.   

  O conteúdo a ser estudado durante as reuniões serão os seguintes:

Na primeira reunião: até a página 19, com o objetivo de adquirirem informações e consciência  das conseqüências do hábito de fumar;

Na segunda reunião: da página 20 até a 41, com o objetivo de fortalecer os objetivos da primeira;

Na terceira reunião: da página 42 até a 54, com o objetivo do preparo psicológico e autocontrole;

Na quarta reunião: continuação da terceira reunião;

Na quinta reunião: Aplicação do método e tomada de decisão, páginas 55 à 61.

Na sexta reunião: Recapitulação geral e conversação sobre a manutenção da decisão tomada.

 

PROCEDIMENTOS

Grupo constituído de até 7 pessoas, fumantes, que tenham o mesmo objetivo de parar de fumar;

Realizar reuniões semanais, num mesmo dia e horário, com duração de 60 minutos;

Iniciá-la com a prática do exercício de respiração (página 50);

A abertura deverá ser feita com a prece Dominical, agradecendo a Deus pela vida e pela imortalidade da alma, desde a sua criação;  aos Espíritos protetores pela oportunidade de estarem reunidos e pela coragem, fé e esperança de perseverarem neste novo caminho;

Após a abertura, procedam a conversações sobre as dificuldades e os benefícios que estão encontrando, procurando estimular um ao outro.

Em continuidade, realizem o estudo sistemático deste livro-apostila, capítulo a capítulo;

Fazer exercícios de negar o cigarro, diante de estímulos externos (Cap. IX);

Deverão ter como pauta de conversação, as modificações conceituais da sua observação e posicionamento mental, diante das circunstâncias do dia-a-dia ( ver Cap. X - PROGRAMA );

Procurem conhecer, profundamente, os capítulos II e III;

Nos dez minutos finais, releiam o programa para a semana seguinte e refaçam a intenção de parar de fumar a fim de fortalecerem a convicção desta necessidade;

Encerrem a reunião com uma oração de agradecimento.

 

É muito importante o compromisso de um para com o outro, a fim de que o esmorecimento de um seja compensado pelo estímulo do outro.

 

 

 

4)   DA POSTURA MENTAL

 

  Como você está num armistício de paz, aceitando-se como fumante controlado, cuja vontade provenha, somente, da dependência pela nicotina, cada um que fumar, faça-o com prazer, saboreando-o.  Sinta a fumaça aspirada percorrer as suas vias respiratórias, os órgãos do aparelho digestivo e os vasos do sistema cardiovascular. (Reler o Cap. VII).

  Lembre-se de que estará exercitando os fatores psicológicos da observação: a atenção e a percepção.

  A cada movimento condicionado de levar as mãos ao maço de cigarros e de retirar um para fumar, faça-o com a atenção voltada para o movimento. Ao invés de levar o cigarro à boca, olhe para ele e para o maço, sinta o seu cheiro desagradável. Semelhantemente, ao que se faz com uma fruta ou com algo que lhe causa prazer.

Insista em mantê-lo nas mãos, repita, algumas vezes, o ato de cheirar o cigarro; sentirá odor desagradável, um relativo desconforto. É a finalidade desta ação.

  O desconforto que sentirá fará você enjoar-se dele e, por causa disto, irá levá-lo de volta ao maço.  Insista nesta ação.

         Realize este procedimento sempre que for necessário, com a finalidade deste desconforto despertar a sua atenção a decidir-se não fumar.

  Pouco a pouco, você irá adquirir o controle sobre os seus movimentos que, até então, eram impulsivos e automatizados pelos estímulos que vinham de fora para dentro (estresse, trabalho, reuniões sociais...) ou de dentro de você mesmo, devido à nicotina no sangue, que tem de ser reposta. (pág. 50)

  Estes procedimentos são importantes, memorize-os!

- Olhe para o cigarro, perceba os "bichinhos" querendo dominá-lo; atenção para o seu objetivo maior que é o de deixar de fumar.

- Converse com o cigarro, olhando-o de frente, e afirme: - Eu o fumarei depois!

- Neste momento, uma voz no seu interior o impelirá a fumá-lo.

- São eles, "os bichinhos";  não o faça, lute !

- Coloque-o de volta no maço, apesar da voz continuar o estimulo para fumar, não o faça, resista!

- Você venceu, derrotou um cigarro!

- Haja, desta forma, tantas vezes quantas puder.

- Beba muita água ... (repita as recomendações anteriores).

  Não exagere!  Lembre-se de que você está adquirindo, pouco a pouco, um controle sobre o seu movimento habitual, mecânico e psicológico, lutando contra a dependência química do seu organismo, que, por enquanto, é mais forte.

  A sua vitória sobre um cigarro, implicará na desintoxicação do seu     organismo daquelas substâncias que você não absorveu do cigarro que deixou de fumar.

(veja os benefícios que recebeu à página 12).

  É um trabalho paulatino e gradual.  Porém, é suave, controlado e com resultado certo.

  Sendo a sua vontade de fumar irresistível, incontrolável  mesmo, ao invés de colocar o cigarro no maço, leve-o à boca, e perceba com atenção o movimento.

  Fume-o sem culpa; a cada tragada, faça-a com prazer. Fume este cigarro como se estivesse saboreando algo de que gosta muito. Faça deste cigarro, seu amigo.

  Porém, se você sentir os sintomas de tontura, enjôo, mal estar, não force.  Pare de fumar, perceba o progresso e memorize este momento.

  Neste caso, o objetivo será o de atender à necessidade (imperiosa), que o seu organismo tem de fumar.  Lembre-se de que você teve outras vitórias e de que a dependência química, ainda, é mais forte, assim como o seu hábito mental e psicológico.

  Devido a diminuição dos cigarros fumados, a quantidade de nicotina estará abaixo dos seus níveis normais.  Provavelmente, o organismo irá pedir mais.

  São as células cerebrais específicas pedindo reposição da nicotina; não o faça, resista com a sua força de vontade.  Lembre-se de que elas estão se readaptando a presença leve da nicotina, até a ausência total. (Beba bastante água... repita as recomendações anteriores; reler capítulo VI e página 51).

  Felizmente, a luta é sua! A minha eu já a tive e venci!

  Depois da minha última crise, no quinto ano, quando voltei a comprar cigarros, graças às pressões dos familiares, retomei a luta e nunca mais tive outra recaída ou vontade; já fazem 20 anos; estou livre!

  Entretanto, eu tive crises anteriores, nas quais utilizei os recursos e os procedimentos contidos neste trabalho.  Nas quedas, persisti, fui em frente, resisti e consegui.  A cada queda, me reerguia e prosseguia...

  Ninguém fará esta luta para você.  Cada um de nós, tem a sua luta, neste ou em outros vícios, na conquista de virtudes e na erradicação dos equívocos, dos erros e das imperfeições.

Esta é a finalidade maior da vida, a de melhorar, a cada dia, nos vários aspectos do Ser, distanciando-se das formas e das ilusões materiais.

Este estado de dependência ou de ser dominado pelo vício, foi você quem construiu.  Cabe a você mesmo a tarefa de destruír e de reconstruir o novo Ser.

  Lembre-se de que você fuma, há muito tempo.  Não queira romper,

abruptamente, pois, poucos conseguem.  Não desanime!

Destruir e reconstruir, exige tempo, disciplina, ordem e esforço. Portanto, haja, pacientemente, que você conseguirá!

  A tarefa será árdua, pois, a cada momento, você deverá estar atento aos novos hábitos.  Como não está acostumado com eles, procure conhecer bem o método e condicionar a sua mente e a atenção a eles. 

  Muitos fumantes querem abandonar o vício, e tentam larga-lo de uma vez.  Conseguem o intento durante curto período de tempo, após o qual, quando os sintomas da abstinência começam a lhes afetar, num lance de desespero,  como loucos, pegam o cigarro e voltam a fumar, abandonando o brio e a dignidade que estavam construindo.

  Conseqüentemente, desanimam-se e entregam-se, novamente, ao vício, voltando a fumar maior quantidade do que antes.

O Método Paulatino para deixar de fumar fará com que este momento não ocorra.

Caso ocorrer, será com intensidade suportável, pois, o processo de aprendizado do autocontrole, implicitamente, fará com que haja a reposição, paulatina e gradual, da nicotina, aliviando os sintomas desagradáveis da abstinência.

  Esta situação permitirá ao fumante dominar-se e discernir sobre a sua vontade que, com o tempo, ficará fortalecida, até deixar, definitivamente, o vício de fumar.

  Lembre-se de que tudo o que conseguimos, provém de DEUS.

  Faça a sua oração. Agradeça ao CRIADOR pelo novo entendimento que está adquirindo, pela perseverança, pela coragem que está dentro de cada um de nós e que são recursos que ELE nos deu, a fim de obtermos a libertação.

  Após a oração, memorize a sua nova conduta mental.

 

 

 

 

Autor: José Carlos D'Angelo - Desenvolvido por RHD  Apoio: Estopal Ltda.