A INOCÊNCIA QUE O CONDUZIU AO VICIO E O COMBATE A ELE


1) O CAMINHO PARA O VÍCIO

O fumante, na prática do vício, é estimulado por fatores sociais externos e pela dependência química da nicotina.

No início não havia a dependência química, nem o condicionamento psicológico e comportamental de fumar. Esta dependência foi criada, por ele, através dos sucessivos e freqüentes atos repetitivos de fumar.

O organismo ressentia-se em ser contaminado pelos elementos nocivos ingeridos através da fumaça dos primeiros cigarros, e reagia apresentando sintomas de tonturas, náuseas, ânsias, vermelhidão nos olhos, tosse... . Apesar disso, o ingênuo fumante, inocente dos malefícios que provocava em si mesmo, insistia em fumar, criando a dependência química.

Durante esse período, conhecido como período de tolerância ou de adaptação, o organismo foi adaptando-se à nova situação. Os neurônios específicos, receptores da nicotina, adaptaram-se a ela e estimularam a produção dos hormônios psicoativos no organismo, causadores de sensações de bem estar e de prazer.

Devido à característica cumulativa, as células exigem, cada vez mais, quantidades maiores de nicotina para oferecer o mesmo nível de satisfação, ao inibir os sintomas desagradáveis que a ausência da nicotina provoca no organismo.

Essa característica cumulativa, de manter o mesmo nível de intensidade é que provoca o aumento nas quantidade fumada de cigarros.

O organismo ressente-se da intoxicação e reage, sinalizando pelos sintomas de mal estar geral. Apesar disso, o fumante continua a fumar mais, compulsivamente.

Torna-se uma escravidão!

Ele não quer fumar, porém, continua a fazê-lo porque é impelido pela dependência química e pelo condicionamento mental e psicológico criado.

Demonstraremos, abaixo, a intensidade que o cérebro é estimulado a condicionar-se à droga chamada nicotina:

Raciocine:

Um cigarro possibilita 10 tragadas.

Ao dar uma tragada, a nicotina leva sete segundos para chegar ao cérebro;

Pergunte-se: Quantas vezes o cérebro é estimulado pela nicotina, para responder com o derramamento de hormônio, fumando-se 20 cigarros ao dia?

Resposta: Em média, para cada maço de cigarros, o condicionamento mental, contínuo e incessante, do cérebro através dessa estimulação pela nicotina será de:

200 vezes ao dia; 1.400 vezes na semana e 6.000 vezes ao mês.

A insistência em fumar levou-o ao vício. Ela foi alimentada pelos estímulos sociais externos não contidos, em função da desinformação do fumante, da ausência de autocontrole e do domínio das suas expectativas com relação ao meio social.

Estes fatores indutores externos que o levaram a iniciar os primeiros atos de fumar o primeiro cigarro, o segundo e, assim, sucessivamente, fizeram-no construir a dependência química e o condicionamento mental e psicológico, que reage fumando diante de determinadas situações.

Portanto, a quantidade de cigarros fumada, não é resultante, somente, da dependência pela nicotina, mas, também, resultante desses agentes externos que induz a fumar e que são relativos a cada pessoa.

Poderemos citar alguns exemplos dessas situações indutivas:

n O jovem inseguro que utiliza o cigarro para fortalecer a sua personalidade,

n A procura pelo destaque, no meio social,

n A influência de outros fumantes,

n Os exemplos observados no lar, nos ídolos e nos seus heróis,

n Os paradigmas de felicidade e conquistas apresentadas nos meios de comunicação e publicidade,

n Ansiedade por expectativas, desequilíbrios emocionais, temores, medo, nervosismo...,

n O hábito alimentando o próprio hábito,

n Os estimulantes do paladar como cafés, bebidas, temperos, ...

Foi assim que surgiu o vício:

Através da insistência em fumar, estimulada por fatores sociais indutores,

Através da adaptação do organismo às substâncias tóxicas e, posteriormente,

Através da dependência química e condicionamento psicológico.

2) O COMBATE AO TABAGISMO E CONSIDERAÇÕES SOBRE O ALCOOLISMO

Com a pretensão de contribuir com a minha modesta opinião sobre o assunto, acredito que, para combater-se os vícios nas suas mais sutis formas de exteriorização e, especificamente, o tabagismo, a principal preocupação deverá ser com a orientação dos jovens, no sentido de que fiquem atentos a esses indutores externos, e resistam a eles, substituindo o cigarro por outros recursos, de ordem íntima, encontrados em si mesmos, como:

O discernimento sobre as suas limitações, a auto-educação, a oração, o respeito, a simplicidade, o anonimato, a obediência, a paciência, a compreensão, a igualdade e a solidariedade.

Estes valores são construídos por cada um, pouco a pouco, enfrentando e convivendo com as situações da vida, resistindo às más influências e cooperando com as boas atitudes para consigo mesmo e para com o próximo.

O homem deve despertar a sua atenção para as finalidades maiores desta sua presente vida, não a desperdiçando com as ilusões dos vícios, do materialismo ou das sensações inferiores do corpo.

Esta valorização aos objetivos de vida, fortalecerá a sua auto estima e, com a consciência mais lúcida, sentirá melhor bem estar do que sentia, quando em busca destas ilusões criadas pela sociedade consumista, pois, atuará como ser social mais digno, construtivo, solidário e livre dos grilhões das ilusões.

Portanto, é preciso despertar no jovem o conhecimento de si mesmo, de suas possibilidades individuais e dos valores humanos que traz consigo. Despertá-lo para os malefícios causados na formação da sua personalidade e no seu comportamento, que, principalmente, a TV provoca, ao apresentar modelos sofismados, equivocados e errôneos de conduta e de ideais de vida, através dos seus ídolos e dos seus programas.

Esta consciência fará com que, implicitamente, se liberte de homens violentos que querem dominar o mundo a qualquer custo. Basta observar os quadros da vida e identificar os seus autores: individualistas insaciáveis. Suas armas atuais são a própria inteligência, manipulando a psicologia, a moral, os costumes, a ética, a política, a informação, ...

Por sua vez, as armas indestrutíveis que o jovem tem são a força de vontade firme, racional, convicta e contínua; o seu discernimento e o seu livre arbítrio, livres de dependências ou de privilégios, que lhe permitirão caminhar orientado através de uma conduta moral de respeito e de amor a si mesmo e ao próximo.

Os vícios, de uma forma geral, e neste particular o tabagismo, cedo ou tarde, serão causas de graves problemas de ordem física, mental, psicológica, cognitiva, moral, espiritual e social.

Portanto, liberte-se!

O combate ao tabagismo deve ser realizado, dentre outras, em quatro frentes que destacamos:

1 ) Campanha nos lares, nas escolas, no trabalho, no meio social, em regiões..., com ação generalizada, procurando evitar o contato com o primeiro cigarro, apresentando os malefícios que causa à saúde;

2 ) Implantação de métodos que auxiliem os fumantes a libertarem-se do vício;

3 ) Combate sistemático e contínuo, através de leis e de censura aos meios de comunicação e publicidade, que induzam ao vício e aos maus costumes, sem prejuízo da sua liberdade de comunicação mas atribuindo-lhes dever moral e responsabilidade social;

4 ) Estimular, nos ídolos da juventude, um comportamento explícito, recomendando o perigo do cigarro, da bebida, da sensualidade..., quando de suas aparições em público.

Estes ídolos, freqüentemente, são os pais, os professores, os líderes, os artistas de TV e de teatro, esportistas, políticos, os formadores de opinião pública, os meios de comunicação, ...

Estima-se que no mundo, 1,1 bilhão de pessoas são fumantes regulares; somados aos fumantes passivos totalizam quase 50% da população da Terra, isto é, aproximadamente, 3,3 bilhões de pessoas envolvidas com as graves conseqüências do tabagismo. Sem considerar-se os problemas do alcoolismo, das drogas, da prostituição, ...

Verificamos, assim, a enorme tarefa que cabe aos Institutos de saúde pública do mundo, em equacionar esta problemática.

Percebendo a aflição que habita os lares, concluímos que somente com a reforma de nós mesmos, dos nossos valores e princípios (conceitos), poderemos construir a paz dentro de nós mesmos, expandindo-a ao lar e ao mundo.

Os interesses políticos, econômicos e financeiros, ligados às drogas, são inimagináveis e se levantarão contra quaisquer programas que, efetivamente, possam colocá-los em risco.

Infiltrar-se-ão nos meios do relacionamento humano, como defensores dos deveres e dos bons costumes, através de empresas e de instituições das mais diversas, com a finalidade única de continuar com o domínio sobre as massas populares.

São os Sofistas. Demonstram na aparência, interesses que tragam benefícios coletivos. Entretanto, usam a boa fé das pessoas para atingirem os seus objetivos egoísticos de orgulho, de vaidade, de poder e de domínio.

Por isto, é necessário realizar um trabalho de combate celular, ou seja, de indivíduo para indivíduo; de grupos para grupos; de comunidades para comunidades; de instituições para instituições,..., até que a consciência da responsabilidade individual perante o coletivo, apodere-se de si mesma.

Quantas idéias e projetos que, com boa vontade, poderia se desenvolver, com o objetivo de solucionar esta doença mundial. Porém, o interesse do homem em conquistar o mundo pela vaidade e poder, ainda existe; utilizam a sua inteligência para esta finalidade.

Veja, por exemplo, as conseqüências funestas sobre a Nação, sobre o fator trabalho, humano e social, causadas pela globalização: desnacionalização generalizada, subjugo financeiro e econômico; pauperismo, desagregação da família e do ser social; expansão dos vícios e dos maus procedimentos; desestabilização política, econômica e social...

Tudo isto em nome de uma bandeira sofista de desenvolvimento: A Globalização.

Que grande equívoco! Que falsidade!

Os que defendem este equívoco, dizem que o nacionalismo é ultrapassado e retrógrado e aqueles que o filosofam, também o são.

Quem estará com a razão?

Percebam que, nos países ricos, em quaisquer atos sociais, toca-se ou canta-se o Hino Nacional do país.

O objetivo deles, é incutir no cidadão, mais ainda, o sentimento de amor à Pátria. Porém, pregam, para o resto do mundo, "bandeira" diferente.

É preciso, pois, reconquistar o sentimento nacionalista, não o demagogo em que a "politicalha" se "esbórnia", mas, sim, o sentimento de amor à sua terra e ao seu povo, procurando conviver, relativamente, em conformidade com a sua forma e possibilidade de vida, distante da suntuosidade e do materialismo que humilha os mais aflitos e mantém na fartura os mais gananciosos e violentos.

Um grande pensador já dizia que os cartéis, monopólios e privilégios são indesejáveis, pois, beneficiam a poucos em prejuízo de bilhões de irmãos.

Reparemos nas nossas condições e possibilidades profissionais, de bem estar social, de saúde,..., é igual a deles, nossos supostos representantes ?

Existe distanciamento significativo de valores e de condições ?

Como, então, podemos permitir que nos representem ou que nos ditem costumes e valores ?

Restauremos, pois, a dignidade e o respeito de uns para com os outros nas pequenas demonstrações de cordialidade e de renúncia aos desejos mais íntimos de apego e de domínio. Sirvamos ao próximo.

O combate aos vícios é o meio pelo qual poderemos cumprir com este anseio de liberdade, de recuperação da moral e dos valores, através da reforma de nós mesmos, de nossos familiares e do nosso próximo, renovando valores, tornando-os mais humanistas.

Lembremo-nos de que a vida que vivemos não depende das coisas que possuímos, mas, sim, da maneira pela qual vivemos a vida.

A vida real nunca será aquela que gostaríamos de viver, porque temos de progredir sempre, na conquista de valores que tragam à nossa consciência serenidade e confiança; para isto é preciso esforço, renúncia, contenção íntima, renovação e trabalho.

Quanto mais liberdade individual com responsabilidade coletiva buscarmos, menos livres seremos, pois, aprenderemos a viver dentro dos limites próprios de cada um, sob a "bandeira" da "solidariedade, da igualdade e da liberdade", sem invadirmos os limites do outro.

O que a sociedade atual nos apresenta?

..., ..., ..., ..., ..., ..., ...,

Podem nos tirar os bens, o conforto, as escolas, os hospitais, o laser, a segurança...; porém, não podem nos possuir, a nós, almas com valores e princípios.

Os valores humanos individuais de moral, de ética, de respeito mútuo, de coletividade..., são conceitos humanistas que devemos incutir em nossa consciência e, jamais, poderão ser tocados, por quem quer que seja.

Vivamos, então, conscientemente, a vida possível de viver, com alegria e responsabilidade, libertando-nos das amarras da sociedade materialista, cujo "mundo é representado por uma arena onde o homem é o lobo do próprio homem". (Thomas Malthus).

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ALCOOLISMO

Como apêndice ao tema deste trabalho, resumidamente, faremos algumas reflexões sobre o alcoolismo, no estágio em que o usuário considera o uso da bebida como aperitivo ou drink social.

Supõe-se que por esta expressão seja definido e delimitado aquele que bebe "só socialmente". Será que esta suposição é verdadeira ou, simplesmente, é um véu utilizado para encobrir o desejo íntimo de beber?

É preciso refletir sobre a resposta e, cada um, deve encontrar a sua resposta verdadeira, não camuflada.

Nós acreditamos que a pessoa que bebe socialmente, não consegue, sequer, ingerir metade da dose de uma bebida alcoólica porque conforme o teor alcoólico, ela não sentir-se-á bem.

Assim sendo, refutamos esta expressão e a consideramos como um véu para encobrir este mau hábito. O momento social será sim, um motivo a mais para exteriorizar na prática, o desejo de beber.

Não nos esqueçamos de que o alcoólatra principia a sua viciação durante os primeiros goles...

Procure estabelecer relações entre o alcoólatra e aquele que diz beber socialmente; sob este rótulo "Drink social", esconde-se graus de suave, de moderada e de grave intensidade do uso e dos efeitos da dependência alcoólica.

- A de suave intensidade: é aquela que não prejudica a capacidade intelectual e comportamental da pessoa. Geralmente, não passa de uma dose de bebida; seja ela um drink, um chops, um copo de cerveja, uma taça de vinho, etc.

- A de moderada intensidade: é aquela que percebemos alterações no equilíbrio sensitivo e emocional da pessoa. Seu consumo de bebida já está acima de uma dose.

- A de grave intensidade: é aquela que o usuário já se torna inconveniente, desequilibrado, começa a rir à toa, fala demais... Já ultrapassou a barreira das três doses, relativamente ao teor alcoólico da bebida.

Nesta escala, não se está considerando aquele alcoólatra contumaz.

Como podemos definir o alcoólatra?

Alcoolismo significa doença ocasionada pelo uso abusivo do álcool; intoxicação alcoólica crônica.

Alcoólatra significa pessoa dada ao hábito de ingerir bebidas alcoólicas.

Vício significa imperfeição, defeito moral, hábito prejudicial, mau hábito...

Adequando estes significados à escala apresentada, concluímos que todos os que nela se enquadram, podem ser considerados alcoólatras.

Tomemos como exemplo:

Uma dor qualquer: não importa aonde e com qual intensidade doa, é dor; sente-se dor.

Uma pessoa um pouco cansada ou estafada: é cansaço

Uma pessoa com pouco ou muito sono: está com sono, é sono.

Uma pessoa com um suave ou intenso desequilíbrio: está desequilibrada, é desequilíbrio.

Desta forma, uma pessoa com os efeitos do álcool, não importando a intensidade, está alcoolizada; a prática do hábito caracteriza o alcoólatra.

Pelo fato de este termo ser pejorativo, vamos substituí-lo por um mais suave, que esconda, que coloque véu sobre este mau hábito: Escolha o seu.

Contudo, a verdade é que alcoólatra não é, somente, aquele que se encontra "jogado na sarjeta" ou nos "cantos das paredes do lar, anonimamente", mas, também, aqueles que habitualmente fazem uso do álcool, ingerindo-o.

Dados estatísticos comprovam o seguinte:

- do universo dos que bebem, 55% são homens; 30% são mulheres e l5% são adolescentes.

- 10% da população brasileira é alcoólatra contumaz. Considerando que cada um deles possui familiares, percebamos que a metade dos lares sofre desta pandemia mundial, o alcoolismo.

- Por ser um neurodepressor, o álcool é responsável por 40% dos suicídios...

Quantas famílias sofrem, no anonimato, as conseqüências relativas à intensidade do vício do alcoolismo num de seus membros. Têm de suportar crises depressivas e nervosas, violências, mau cheiro, atitudes inconvenientes, desperdício financeiro, decepções...

Perceba que estamos considerando o grupo daqueles que bebem "só socialmente".

Este social, acontece em qualquer reunião, numa noite da semana, no fim de semana, após a prática de um esporte, durante um churrasco ou festa...

Com o passar do tempo, a pessoa começa a procurar motivos sociais com a finalidade maior e íntima, talvez inconsciente, de ingerir bebidas alcoólicas.

Na pizzaria,... um drink para começar ou um "quebra gelo", durante ingere-se dois ou três chopes... e para finalizar muitos aceitam um "licorzinho" misturado com o café, ou qualquer outra coisa...

Repare a alta ingestão de álcool. Reflita: É ou não é alcoolismo?

Esta mesma inconsciência nós vimos na juventude que, por causa da sua alienação à sociedade materialista e consumista, está construindo este mau hábito, vício de beber e de fumar. Estudantes que antes, nos intervalos e após as aulas ingerem copos e copos de cerveja e de chopes, como se fossem água; quantas moças...; nos perguntamos: são estudantes ou freqüentadores sociais da escola ou universidade?

De onde vem o exemplo e a desinformação?

Caso não houver interferências que interrompam esta falta de responsabilidade, de dignidade e de amor a si mesmo, estes jovens o que serão no amanhã?

Urge a reavaliação dos padrões, dos costumes, da moral e da ética da sociedade e, principalmente, no seio familiar através da orientação dos pais e dos professores nas escolas.

Urge dar a estes profissionais, dedicados e abnegados professores, a remuneração que merecem e precisam para cumprir com a sua finalidade maior de educar e de ensinar.

Tanto os pais quanto os professores, devem assumir a postura que tal posição lhes incumbem. Ser pais ou professores, na essência do termo, significa missão de máximo valor humano que traz consigo deveres e incumbência, trabalho e realizações, disciplina e prazer de servir.

Não devem, pois, se vulgarizarem, nem tornarem-se comuns e, tampouco, perderem a identidade social. Por isto, pais e professores, não devem ser vistos pelos filhos e alunos, respectivamente, no sentido comum da expressão, como amigos e misturados com os tais. São muito mais superiores que isto; são pais e professores, com incumbências e responsabilidades únicas, aos quais devem subordinação e obediência. É uma questão de conceito, de importância, de responsabilidade e de atribuições de deveres.

São estes e não os "amigos" que estabelecem o padrão moral, que orientam e exemplificam os caminhos retos da vida, pelos quais os filhos e alunos deverão trilhar.

É preciso, pois, que vejam neles, aquilo que de fato e de direito são, pais e professores, a fim de que tenham para com eles, respeito, seriedade, compromisso moral e filial. Somente assim, saberão que pertencem a um "ninho" familiar e que devem ser dignos dele.

São múltiplos os assuntos relacionados com o exposto para serem tratados neste pequeno trabalho. No entanto, é suficiente para se refletir sobre a mensagem que orienta a libertar-se do vício do álcool e do tabagismo, porque, normalmente, um é o outro.

Dentro de uma relativa dependência alcoólica, o método contido neste trabalho, poderá ajudar a pessoa a livrar-se do mau hábito de beber "socialmente".

Construa em si mesmo o auto controle das suas ações, das suas emoções e motivações a fim de conquistar a sua liberdade.

O conceito de felicidade imposto pelo sistema consumista, que predomina e domina os meios de comunicação, publicidade e propaganda, é falso, enganoso e pernicioso; visa apenas induzir a pessoa humana, principalmente o jovem, a relacionar sua felicidade ao consumo de bens e serviços ligados aos produtos que desviam dos bons costumes e da boa moral.

A felicidade é, sim, um lapso de tempo em que a consciência encontra-se livre de temores, de remorsos e de preocupações.

É aquele instante em que nos sentimos bem; aquela satisfação de termos cumprido com um dever, um compromisso, um trabalho, uma tarefa...

Na consciência reside a concepção de felicidade.

Portanto, todos os desejos, os pensamento, as ações ou palavras que maculam a consciência nos trazem infelicidade.

Como somos filhos de Deus, que é amor, a nossa essência é amor, que temos de fazer germinar pela direção que damos ao nosso livre arbítrio.

Desta maneira, todas as nossas atitudes contrárias ao amor nos trazem infelicidade.

Construir, pois, um reino de felicidade dentro de nós mesmos depende, somente, da maneira pela qual vivemos a vida, pautada em valores de respeito, solidariedade e fraternidade mútua.

Despertemos para os valores maiores da vida.

Libertemo-nos das coisas sofismadas pelos modismos que, aparentemente, nos são belas e alegres. Verifiquemos a essência que existem nelas e a sua relação com as expectativas de uma vida feliz.